O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, chefe do Ministério Público Federal, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquéritos criminais contra 15 parlamentares, cujos nomes foram mantidos em sigilo em atenção ao segredo de Justiça. Eles perfazem o universo de 62 deputados e um senador acusados de fraudar a aquisição de ambulâncias por prefeituras municipais.

A ação criminosa foi investigada à exaustão pela Polícia Federal na Operação Sanguessuga, culminando com a ordem de prisão de 44 pessoas, soltas mas em seguida presas novamente, por envolvimento pessoal comprovado na malversação de recursos originários do Orçamento da União mediante emendas destinadas à área da saúde pública, prerrogativa estendida aos componentes do Congresso Nacional.

O procurador diz possuir indícios claros da participação dos 15 parlamentares no processo criminoso de superfaturamento do custo das ambulâncias para as prefeituras, sendo o excesso rateado entre empresários, assessores parlamentares e servidores públicos associados à gangue que roubou do Tesouro cerca de R$ 110 milhões.

Os recursos eram alocados para as prefeituras em emendas ao Orçamento da União, mas as ambulâncias compradas em valores superfaturados através de licitações forjadas pela Planam, uma empresa sediada em Mato Grosso que atuou como o principal elo do esquema organizado para assaltar o erário.

Como lugar de ladrão é a cana, os cidadãos que arcam com a maior carga tributária do planeta anseiam pelo urgente confinamento atrás das grades dessa malévola concorrência.