O presidente municipal do PT, vereador Paulo Fiorilo (PT-SP), rebateu hoje as críticas feitas pelo prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), à gestão se sua antecessora Marta Suplicy, durante a inauguração de uma obra na zona sul da capital paulista. Ao comentar os ataques de Serra sobre investimentos feitos por Marta na época em que estava à frente da administração municipal, Fiorilo acusou o prefeito de conduzir a cidade tendo como foco principal a eleição deste ano.

"Acho que o prefeito deveria administrar esta cidade com mais dedicação e não se preocupar tanto com a eleição", disse o vereador, indicado pela assessoria de Marta para comentar o assunto em nome da ex-prefeita. Apesar de ainda não ter se pronunciado sobre o assunto, Serra vem sendo cotado pelo PSDB para disputar o governo do Estado nas próximas eleições. Caso esta expectativa se confirme, Marta deverá liderar a lista de adversários do tucano.

Fiorilo disse ainda que Serra tem tido dificuldade em aplicar "projetos que possam marcar sua administração" e por isso tem se concentrado apenas em concluir as obras iniciadas durante a gestão anterior. A obra inaugurada hoje, que envolve as alças de acesso de uma nova ponte que passará sobre o rio Pinheiros, foi iniciada durante a administração de Marta mas não foi concluída dentro do prazo definido inicialmente.

O vereador petista atacou também a forma como Serra vem conduzindo o orçamento paulistano, insistindo que o prefeito deixou de aplicar recursos em áreas essenciais como saneamento, habitação e transportes. "Para falar em prioridades, o prefeito deveria olhar para a gestão orçamentária dele", disse o vereador

No final da manhã de hoje, ao inaugurar a primeira etapa das obras do complexo viário Real Parque, na zona sul da capital Serra fez uma série de críticas a Marta, envolvendo principalmente os investimentos em obras feitos pela ex-prefeita Serra atacou, por exemplo, a construção de túneis nas avenidas Cidade Jardim e Rebouças. Além disso, disse que a gestão petista iniciou a obra do complexo Real Parque sem um projeto executivo adequado, o que acabou ficando a cargo de sua própria administração.