Paralisação seria para protestar
contra o reajuste do pedágio.

O Movimento dos Usuários de Transporte do Paraná, formado por caminhoneiros, empresários e pessoas que de maneira geral são contra o pedágio, está prometendo uma greve geral do transporte de cargas no Estado. Um dos líderes do movimento, o presidente municipal do PMDB em Campo Largo, Acir Mezzadri, afirmou ontem que os últimos detalhes da greve estão sendo resolvidos e que ela vai acontecer daqui a dez ou quinze dias.

Mezzadri contou que o movimento vem percorrendo todo o Paraná colhendo o apoio de 48 associações de pessoas diretamente prejudicadas com o preço do pedágio, como caminhoneiros, transportadoras, postos de combustível, restaurantes à beira da estrada, etc. “Vamos parar o transporte de cargas. Ainda estamos organizando, por isso não sabemos se será por um dia ou por tempo indeterminado”, ameaçou. Mezzadri afirmou dentro do movimento todos querem a redução dos preços do pedágio, porém com divergências nos valores. “Existem dois segmentos: um quer a redução de 50%, outro de 61%”, contou, explicando que 50% seria relativo a um acordo feito entre concessionárias e o ex-governador Jaime Lerner (PSB) para a reeleição do mesmo. “Quem quer 61% cobra também o aumento do ano passado”, relatou, lembrando que a frota de caminhões no Paraná é de 200 mil veículos .

Mezzadri disse que o movimento está cobrando do governador Roberto Requião (PMDB) a redução imediata das tarifas. “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve no Paraná e declarou que as tarifas deveriam ser reduzidas. Por isso, a cobrança também é sobre ele”, afirmou. Além da redução do pedágio, os caminhoneiros vão organizar uma pauta mais extensa de reivindicações.