Plano militar de Bush para o Iraque enfrenta resistência

O plano do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, de enviar mais soldados ao Iraque já começa a enfrentar resistência no Capitólio, com os republicanos se juntando aos democratas para censurá-lo antes mesmo que o líder americano o anuncie.

Bush, que se reuniu ontem (06) com sua equipe de segurança nacional, nomeou novos comandantes militares para liderarem os esforços de guerra e deverá apresentar na quarta-feira uma nova estratégia de combates que, espera-se, terá componentes políticos, militares e econômicos.

A solução militar, que tem causado mais polêmica, provavelmente proporá que, somente para Bagdá, sejam enviados mais 9 mil soldados americanos.

A presidente da Câmara dos EUA, a democrata Nancy Pelosi, e o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, criticaram a proposta de aumento no número de soldados apenas um dia após assumirem o controle do congresso. "Já superamos há muito a questão de envio de mais tropas ao Iraque," disseram os dois, em carta ao presidente Bush.

Na verdade, Pelosi e Reid sugerem a Bush que comece a retirar tropas do Iraque num prazo de quatro a seis meses.

Bush, por sua vez, disse que só considerará a opção de retirada se o governo iraquiano lhe oferecer "certas garantias", segundo senadores que se reuniram com o presidente na sexta-feira.

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