A partir de 2004, as polícias do Paraná vão contar com o apoio de uma nova tecnologia no combate ao crime: o sistema de geoprocessamento, que vai mapear a criminalidade no Estado. Essa nova ferramenta foi apresentada na manhã de ontem pelo secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, e pelo assessor especial Marcelo Jugend, responsável pelo programa. “O policial poderá saber onde e quando ocorrem os crimes no Paraná”, explicou Delazari.

O projeto tem por objetivo criar um banco de dados com informações criminais, que mostrará os tipos de delitos, os períodos (dias, horários e meses do ano) e locais (ruas, bairros e municípios) onde eles mais acontecem. Quando as polícias Militar e Civil atenderem alguma ocorrência, os boletins serão registrados em um software, o que permitirá a criação do mapa com as informações criminais.

Com esses dados será possível fazer um planejamento estratégico e definir ações para a prevenção e o combate ao crime nos locais onde acontecem com mais frequência. Será possível também antecipar o trabalho policial. “Este projeto representa a mudança ideológica na política de segurança do Estado, que passa a valorizar a Polícia Científica por meio de investimentos em tecnologia”, afirmou o secretário.

Testes

O projeto já está em fase de testes em Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Maringá e Foz do Iguaçu desde julho deste ano. Estas cinco cidades foram escolhidas com base em sua população e índices criminais que reúnem 30% dos habitantes do Estado e 35% das ocorrências policiais.

O Mapa do Crime será implantado em três fases. Na primeira, serão atendidas as 39 cidades com mais de 40 mil habitantes. Nessas localidades, está concentrada 60% da população e cerca de 70% das ocorrências. No segundo grupo estão os 42 municípios com população entre 20 e 40 mil habitantes e, na terceira etapa, as demais 318 localidades do Estado. Nas cidades que fazem parte da primeira etapa de implantação, a previsão é que o sistema de geoprocessamento esteja funcionando totalmente até julho de 2004.

O projeto de geoprocessamento foi desenvolvido pelas Secretarias de Planejamento e da Segurança Pública, com apoio de outros órgãos do governo como a Copel, Detran, Ipardes e Celepar.

BO Unificado

O primeiro passo para a implantação definitiva do projeto é a criação do Boletim de Ocorrências Unificado nas duas polícias. Além disso, será feita a integração dos processos e sistemas de segurança pública, permitindo que apenas um número de processo seja necessário para acompanhar o desdobramento das ações desde a ação policial até o processo judicial.