O esqueleto do prédio onde deveria ser a sede do Banco Central (BC), no Centro Cívico em Curitiba, finalmente vai ganhar forma e utilidade. A construção, que foi abandonada em 1998 e retomada no início de 2003, será finalizada, provavelmente, até o final deste ano. Segundo Gilson Marcos Balliani, gerente administrativo regional do Banco Central, a conclusão da obra representa uma alegria, tanto para o banco, que ainda não possui sede própria, ainda mais perto dos demais poderes públicos, quanto para o Estado, que poderá usufruir de mais benefícios devido a maior infra-estrutura que o BC terá para realizar suas atividades.

A construção do prédio, que foi investigada pela CPI das obras inacabadas no ano de 2001, teve uma trajetória bastante polêmica. Foi projetada em 1995 e no ano seguinte teve a obra iniciada. Entretanto, em 1998, a construtora Guimarães Castro, de Minas Gerais, responsável pelo trabalho, sofreu um processo de falência e parou de desenvolver a obra. Na ocasião, o BC resolveu contratar os serviços da empresa Cesb S/A, de Curitiba, só para terminar as estruturas iniciadas pela antiga construtora, com o objetivo de não perder a base iniciada. O problema é que houve um corte no orçamento na gestão estadual anterior, e por essa razão, a obra ficou inacabada e paralisada até o início do ano passado, quando foi retomada a construção.

Hoje, o Banco Central, além de pagar aluguel, divide espaço com o Serviço Federal de Processamento de Dados na rua Carlos Pioli, 133, no bairro do Bom Retiro e com o Banco do Brasil, na rua Ângelo Lopes, 32, no centro. Os 150 funcionários reclamam da falta de espaço para desenvolver sua atividades. “Estamos em situação precária, não temos infra-estrutura suficiente para trabalhar. Com a finalização da obra de nossa sede própria, teremos espaço para melhorar o ambiente de trabalho e ainda gerar novos empregos”, conclui Balliani.