Daniel Derevecki
Daniel Derevecki

O equipamento, que guardava 14,6 mil toneladas de milho, já apresentava rachaduras desde a última sexta-feira.

Um silo de armazenagem de grãos, com 42 metros de altura, instalado na zona portuária de Paranaguá, no litoral do Paraná, desabou nesta segunda-feira (5) depois de apresentar rachaduras desde sexta-feira. A estrutura, pertencente à Companhia Brasileira de Logística (CBL), terminal privado que opera em Paranaguá desde 2000, foi inaugurada no fim de setembro e guardava 14,6 mil toneladas de milho, pouco menos que a capacidade máxima de 15 mil toneladas. Desde sexta-feira, dois terços da carga tinham sido retirados por meio de esteiras.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, por volta das 7 horas da manhã os trabalhos nas proximidades do silo, feito de concreto armado, foram suspensos e a área isolada. Havia sinais de que ele poderia cair – o que ocorreu às 9 horas. O acidente não deixou vítimas. A CBL aguarda para amanhã a chegada a Paranaguá de peritos da Construtora Vasconcellos Tecnologia em Engenharia Civil, de Canoas (RS), responsável pela obra. As causas do desabamento serão investigadas.

Carga segurada

A direção do terminal previa começar ainda hoje a retirada do milho que restava no silo (em torno de 5 mil toneladas), misturado com entulhos, a fim de fazer uma triagem. "Toda a carga movimentada no terminal da CBL é segurada, de modo que os clientes podem ficar tranqüilos quanto aos seus produtos", esclareceu a empresa em nota.

"Este é o primeiro de um total de três novos silos que vão permitir um aumento de 75% na capacidade de armazenagem do terminal, podendo, juntos, receber até 55 mil toneladas de grãos. Com isso, a empresa passará a armazenar de uma só vez 130 mil toneladas de granéis sólidos", dizia a nota.

A CBL ressaltou que o silo foi liberado para uso de acordo com as normas internacionais de segurança. A primeira carga, com 12 mil toneladas de milho, foi armazenada e descarregada sem que se registrassem problemas. Esta era a segunda carga no silo. O Terminal de Contêineres de Paranaguá, que fica em frente ao silo destruído, segue trabalhando normalmente, apesar da necessidade de um acesso secundário. As demais operações do Porto de Paranaguá também estão normais.