Servidores estaduais da saúde realizaram novas manifestações ontem, em Curitiba. Pela manhã, eles se concentraram em frente à sede da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). À tarde, se dirigiram à Assembléia Legislativa, onde novamente pediram aos deputados que apóiem suas reivindicações.

A categoria – composta de 6.832 trabalhadores – quer negociar a criação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salário (PCCS) que atenda às especificidades da área da saúde. ?No último dia 10, entregamos à Sesa uma cartilha que produzimos sobre o PCCS, mas não tivemos nenhuma resposta?, disse Elaine Rodella, diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do Estado do Paraná (SindiSaúde).

O PCCS proposto trata principalmente de questões ligadas à jornada de trabalho da categoria. Os servidores da saúde, segundo o que é determinado por algumas leis federais e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), devem trabalhar de vinte a trinta horas semanais, dependendo da função assumida. Porém, a Sesa estaria pressionando os trabalhadores a cumprirem uma jornada de quarenta horas. ?Cumprimos jornadas máximas de vinte ou trinta horas semanais desde 1991. Porém, agora o governo do Estado está exigindo que todos realizem 40 horas e dizendo que os servidores que não cumprirem a determinação serão descontados em folha de pagamento.?

Ontem à tarde, o vice-governador Orlando Pessuti recebeu representantes da categoria. Segundo Elaine, o vice-governador afirmou que não dispunha de todos os dados repassados pela categoria e que agora, com tudo em mãos, ?vai conversar com a secretária de Estado da Administração, Maria Marta Lunardon, para abrir um canal de negociação. Nesse período, ele prometeu que não haverá descontos?, afirmou. A partir de segunda-feira, representantes da categoria farão vigília em frente à Assembléia Legislativa e ao Palácio Iguaçu para esperar a negociação.