Os dois policiais militares feridos gravemente por uma explosão na noite de sábado (24) na cidade de Ipiranga, na região dos Campos Gerais, seguem internados na Santa Casa de Ponta Grossa. O cabo teve ferimento profundo na cabeça e está na enfermaria. Já a soldado está em estado grave, internada na UTI com queimaduras profundas e fraturas nas mãos e teve de passar cirurgia. Já a viatura ficou completamente destruída.

A Polícia Militar (PM) foi acionada para atender uma denúncia de perturbação de sossego com aglomeração em uma festa – o que não é indicado pelo risco de contágio da covid-19 -, quando houve a explosão. A suspeita é de que uma bomba caseira, e não uma granada, como informado no domingo, teria sido arremessada em direção à viatura. Somente a perícia vai identificar o que causou a explosão.

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A Polícia Civil de Ipiranga, município localizado a 139 km de Curitiba, pretende ouvir nesta segunda-feira (26) os envolvidos do caso, entre eles a pessoa que ligou para a PM relatando da festa. Testemunhas, inclusive as pessoas que ajudaram no socorro dos PMs, também serão ouvidos. “Vamos iniciar a investigação e levantar todos os dados. Pretendemos ouvir todos os envolvidos e aguardar o laudo da perícia. A viatura foi encaminhada para Ponta Grossa para tentar entender esta barbaridade”, explica o investigador Leonel Lopes da Delegacia de Polícia Civil de Ipiranga.

No boletim de ocorrência, um homem relatou que teria ouvido de populares que o explosivo seria uma granada. No entanto, o investigador não acredita muito nesta teoria, mas quer aguardar o laudo da perícia. “Não posso falar antes do laudo, mas acho que uma granada causaria uma explosão ainda maior”, comenta Lopes, que também não descarta que uma bomba caseira tenha sido arremessada em direção a viatura.

A PM faz sua investigação interna e também não acredita que o artefato seja uma granada. De acordo com a corporação, que enviou o Esquadrão Antibomba ao local, o mais provável é que o artefato tenha sido implantado e não arremessado.

A Santa Casa de Ponta Grossa, onde os policiais estão internados, não informou quais procedimentos clínicos foram realizados nos policiais. Relatou somente que o cabo está na enfermaria e a soldado segue na UTI após passar por cirurgias. 

Em nota, o Comando-Geral da Polícia Militar informou que está sendo prestado todo o apoio necessário à Polícia Científica e à Polícia Civil para a elucidação do ataque feito aos policiais da 8ª  Companhia Independente de PM. Uma equipe do Esquadrão Antibombas do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) foi até o local da ocorrência para fazer análises e compartilhar informações com os responsáveis pela perícia. Equipes do Serviço de Inteligência da PM também buscam informações das circunstâncias do ataque, como imagens e identificação de testemunhas.

O caso

A explosão da viatura da PM aconteceu no bairro Porco Bravo, no município de Ipiranga. Conforme informações de testemunhas, um objeto explosivo teria sido lançado em direção à viatura. Com a explosão, estilhaços e pedaços de peças e ferragens da viatura voaram para todos os lados.

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Após o impacto, os policiais foram retirados de dentro do carro com ferimentos graves e levados ao Pronto Atendimento Municipal de Ipiranga para os primeiros socorros. Pela gravidade dos ferimentos, ambos foram transferidos para a Santa Casa de Ponta Grossa.

Logo após a ocorrência, um perito criminal foi chamado para dar início à investigação. A viatura foi levada para a sede do 1º Batalhão Policia Militar de Ponta Grossa.