Uma mancha negra de cerca de 300 metros no Lago Igapó 2, em Londrina, mobilizou pelo menos 20 técnicos ambientais e comprometeu cerca de 15% de um dos pontos paisagísticos da cidade. O acidente aconteceu no final da tarde da última terça-feira, quando uma empresa realizava obras para asfaltar uma rua na margem direita do lago e uma forte chuva fez com que o impermeabilizante ainda molhado escorresse para as galerias de água pluvial, atingindo o Igapó. De acordo com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), todo o óleo já foi retirado da água e não houve morte de peixes  nem danos à vegetação.

Ontem à tarde, cerca de 15 técnicos disponibilizados pela empresa e outros seis do IAP ainda faziam trabalhos de rescaldo no Igapó. Os técnicos colocaram barreiras de contenção no lago e coletaram amostras da água para análise. As galerias de água pluvial e a vegetação ao redor do lago foram limpas. ?A nossa preocupação era restabelecer a normalidade do lago. Não houve grandes danos?, afirmou o chefe do IAP em Londrina, Carlos Alberto Hirata. De acordo com Hirata, logo que aconteceu o acidente, a empresa que realizava a obra de asfaltamento tomou todas as providências necessárias para a limpeza do lago e da vegetação. Uma notificação do IAP prevê que a empresa inspecione o local por pelo menos 20 dias.

Uma possível multa que poderá ser aplicada à empresa ainda não foi definida. segundo informações do IAP, esse valor será definido após os resultados das análises da água, o que poderá levar pelo menos 15 dias. Hirata explicou ainda que os exames de balneabilidade serão feitos no lago Igapó para avaliar os danos ambientais causados pelo produto. Segundo ele, esses exames são feitos costumeiramente no local, já que, embora seja proibido, muitas pessoas ainda tomam banho no Igapó.