Com a confirmação de mais seis mortes por gripe, subiu para 38 o total de vítimas fatais da doença no Paraná em 2013. Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesa), 27 dos pacientes que foram a óbito, o que representa 71% do total, tinham doenças crônicas, com problemas pulmonares, cardíacos ou neurológicos. Por isso, a Sesa reforça a importância deste grupo ser acompanhado mais de perto por familiares e pelos serviços de saúde, sobretudo pelas equipes de saúde da família.

O informe aponta 906 casos confirmados da doença desde o início do ano, dos quais 417 causados pelo vírus Influenza A H1N1, 348 pelo Influenza B e 138 pelo Influenza A H3N2. Outros dois casos foram por Influenza A, mas sem distinção de subtipo viral. A maior parte dos casos está concentrada nas regiões de Curitiba (153), Maringá (95) e Londrina (92), mas o total de municípios com registros da doença chega a 115. Os números não representam a totalidade das ocorrências da doença no Estado já que não é de notificação obrigatória.

Segundo o relatório, as seis novas mortes ocorreram nos municípios de Cascavel (3), Campina Grande do Sul, Matelândia e Maringá. Os óbitos foram registrados entre 21 de junho e 9 de julho. As seis pessoas apresentavam doenças crônicas e tinham mais de 50 anos de idade.

Prevenção

A Sesa emitiu alerta aos médicos para que orientem seus pacientes crônicos a comparecerem a uma unidade de saúde assim que apresente dois ou mais dos seguintes sintomas: febre alta, tosse, dor de garganta, dor no corpo, dor nas articulações, calafrio, cansaço e falta de ar. Para o superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, é importante que as pessoas não se tratem por conta, em casa. “Não adianta tomar remédios que apenas aliviam os sintomas. Isso pode mascarar problemas maiores, além de ser um risco para a saúde devido aos perigos de intoxicação por automedicação”, explica.