Os comerciantes do Mercado Municipal
de Curitiba parecem ter aprovado
as modificações no pavilhão A.

Um grande movimento de usuários curiosos marcou o primeiro dia de funcionamento do pavilhão do Mercado Municipal com acesso pela Avenida Affonso Camargo e a Rua General Carneiro. Isso tudo depois de uma reforma que durou quatro meses e 23 dias, período em que os comerciantes que exploram as vinte lojas e as cem bancas de frutas e hortigranjeiros atenderam ao público em barracas provisoriamente instaladas nos dois estacionamentos de veículos da Rua da Paz. O complexo se tornará ponto turístico da capital.

Durante a manhã, enquanto os permissionários concluíam a transferência de móveis e produtos, o prefeito em exercício, Beto Richa, percorreu o pavilhão com o secretário municipal do Abastecimento, Delmo de Almeida Filho, e conversou com fregueses e comerciantes. O grupo foi recebido com café da manhã servido por Gilberto Déa, que amanhã transfere sua pastelaria da galeria B, em obras, para os novos boxes da praça de alimentação instalada no mezanino do pavilhão recém-entregue.

Até o final do ano, R$ 2,7 milhões deverão ser investidos na revitalização do Mercado Municipal. Os recursos são do Fundo de Desenvolvimento Urbano (FDU), do governo estadual. Apesar de vidros temperados, estruturas metálicas e chapas de granito predominarem nos boxes e bancas, substituindo as antigas estruturas de madeira e cimento, o Mercado manteve seu ar de entreposto de compras popular, onde as sacas de produtos vendidos a granel continuam em frente das novas bancas. “A intenção foi unir tradição e modernidade num só espaço, oferecendo aos usuários e comerciantes um ambiente renovado, com amplos corredores, farta iluminação, completa infra-estrutura e total segurança”, disse Almeida Filho.

Aprovado

Os comerciantes do Mercado Municipal, que dispõem de uma série de produtos exóticos e variados, como frutas, temperos, verduras e doces, parecem ter aprovado as modificações do pavilhão A. Ontem, eles ainda ajeitavam parte de seus produtos nas barracas, procurando a melhor forma de deixá-los visíveis e ao gosto dos clientes.

A gerente de uma barraca de produtos para confeitaria, Jocimara dos Santos, que há cinco anos trabalha no Mercado, conta que a proprietária do estabelecimento teve que investir no visual interno de seu ponto de vendas – como na pintura de paredes e na compra de móveis novos -, mas que o trabalho valeu a pena. “O mercado está mais agradável e a barraca bem mais bonita. Eu e outros comerciantes temos mais espaço, conforto e a sensação de estarmos trabalhando em um local bastante limpo e bem iluminado”, afirma.

O proprietário de uma barraca de frutas e verduras, Mário Vila Rosa, que há 26 anos trabalha no Mercado, conta que, antes da reforma, muitos clientes reclamavam da sujeira no piso e da bagunça de produtos empilhados de forma desordenada. “Ainda não tive muito tempo para observar a reação do público, porém espero que o número de freqüentadores aumente, pois o lugar está muito mais bonito”, elogia.

Serviço:

Apesar do feriado de Finados amanhã, o Mercado Municipal funcionará normalmente, das 6h às 18h, e no domingo, das 7h às 12h.

Passeio, compras e bate-papo

Cintia Végas

A manhã chuvosa observada ontem na capital paranaense não impediu que os freqüentadores do Mercado Municipal acordassem cedo para conferir as mudanças no local. Eles andavam entre as barracas, compravam e paravam para conversar com velhos conhecidos sobre a reforma.

Na opinião da dona de casa Beth Benke, que freqüenta o mercado há quase 36 anos, as mudanças só contribuem para que o local se torne ainda mais agradável. “Antes, eu vinha e dava uma passada rápida no mercado, apenas para comprar o que precisava. Agora, dá vontade de ficar passeando pelo lugar”, comenta.

O funcionário público aposentado João Amorim, que há dez anos faz compras no Mercado Municipal, elogia a limpeza e a organização do complexo. “Já gostava de andar pelo Mercado Municipal. Agora estou gostando mais ainda. Ficou mais limpo e aconchegante. Espero que continue assim”, diz.

A dona de casa Julia Silveira, freqüentadora desde a inauguração em 1958, também aprova as modificações. Ela quer que, com o tempo, o Mercado se expanda e um número cada vez maior de produtos passe a ser comercializado. “O prédio é muito antigo e estava mesmo precisando de uma reforma. Até agora, estou gostando muito do que estou vendo”, comenta.