O paradisíaco cenário da Ilha do Mel está sendo considerado um dos melhores locais do Paraná e do Brasil para a prática do surfe. A Ilha, que é uma Unidade de Conservação e Sítio do Patrimônio Mundial Natural da Unesco, sediou neste final de semana (18 e 19) a Etapa ‘Rodrigo Cordeiro de Surf Amador’.

Ao todo 86 atletas disputaram a prova que vale pela 3ª etapa do Circuito Paranaense nas categorias Curitiba Open, Open Litoral, Feminino, Masculino, iniciante, júnior e mirim. Já o público presente superou mil pessoas que foram à Ilha do Mel, especialmente para acompanhar a etapa. Os atletas Luís Augusto e Jéssica Bianca, ambos de Matinhos, foram os primeiros colocados na classificação final.

O surfista e organizador da prova, Rodrigo Cordeiro, que é nascido na Ilha do Mel, conta que a preservação ambiental, o turismo e a prática do surfe são os três principais pilares que movimentam a visitação e a economia local.

“As condições do mar são favoráveis para disputas e campeonatos. São consideradas as melhores ondas do Paraná e está entre as melhores do Brasil. Nesta etapa, para que se tenha uma idéia, tivemos ondas de mais de um metro de altura, o que para a prática do surfe é excelente”, disse. A próxima etapa na Ilha será realizada em julho. “Precisamos incentivar o esporte e a visitação à Ilha do Mel. Os atletas e os turistas sempre saem satisfeitos em poder usufruir do visual e da paz que a Ilha do Mel proporciona”, completou.

FIDELIDADE – O design e surfista Edívio Battistelli Junior conta que todos os finais de semana vai à Ilha do Mel para praticar o esporte e liberar o stress do trabalho. Segundo ele, a Ilha é o local ideal para os surfistas que buscam boas ondas e treino. Ele explica que muitas ondulações que passam pelo alto-mar, no sentido sul\norte – as famosas frentes frias – e que carregam grande maioria das ondulações favoráveis ao surfe acabam não passando pelo litoral paranaense se não houver a influência do vento leste.

“Na Ilha do Mel, mesmo que não haja a influência considerável deste vento, as frentes frias acabam proporcionando ondas pelo fato da Ilha estar em mar aberto”, detalha Junior.

“Sem contar é claro, a preservação. A fiscalização constante do IAP no que diz respeito às construções, principalmente à beira-mar, ajuda a manter o fundo de areia em condições semelhantes ao que podia ser encontrado há muitos anos, diferente de outras praias paranaenses e que garante uma formação clássica das ondas, tornando o melhor para a prática do surf do Paraná e do país”, finaliza Junior.