Até o final do ano, o processo para a confecção das carteiras de identidade no Paraná deve ser todo digitalizado. Hoje, o Instituto de Identificação do Paraná enfrenta um grave problema com a demora para a entrega dos documentos. Na capital, o tempo de espera tem ficado em torno de 40 dias, enquanto no interior, em alguns casos a pessoa espera 70 dias para receber o documento.

Segundo diretor do Instituto, Luís Fernando Viana Artigas, a reforma da previdência fez com que muitos funcionários acelerassem seu processo de aposentadoria. “Perdemos 47 profissionais nos últimos meses”, contou, destacando que todo o Estado conta hoje com 240 papiloscopistas, sendo que 159 estão lotados em Curitiba. O número maior de profissionais em Curitiba justifica-se pelo fato de o processo para confecção da carteira ser feito em sua maior parte na capital. “Demora mais no interior. O cidadão entrega os documentos, fotos, deixa as digitais e depois de tudo vem para Curitiba, onde tudo é feito manualmente, um por um. Depois do Instituto, a carteira segue para a Celepar, onde é digitada, e volta para ser conferida aqui. Depois é remetida ao interior, nos postos regionais. Quando a carteira é de uma cidade que não é posto regional, o carro oficial do município vai até o posto buscar o documento. Mas isso acontece apenas algumas vezes no mês”, explicou, destacando que a contratação de novos funcionários também é impraticável no momento. “Precisaria de concurso público e isso leva muito tempo. Estamos ficando cada vez mais defasados na entrega das carteiras. A única solução é a digitalização”, revelou, prevendo que isso deva acontecer até o final do ano. “O governador Roberto Requião já autorizou a elaboração de um projeto.” Em média o instituto expede cerca de 30 mil carteiras de identidade por mês.