Os trabalhadores da limpeza pública de Curitiba entraram em estado de greve. Numa assembléia realizada ontem, os dois mil trabalhadores da Cavo – empresa responsável pelo serviço em Curitiba – aprovaram unanimemente um prazo de 72 horas para iniciar a paralisação. Desta maneira, na quinta-feira o serviço de varrição e coleta de lixo será interrompido por tempo indeterminado em todos os bairros de Curitiba caso não se avance na negociação salarial mantida com a empresa.

O Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio e Conservação do Estado do Paraná (Siemaco) pede um reajuste de 16,57% nos salários (o mesmo do salário mínimo nacional) e 25% no vale refeição. Numa reunião realizada na última sexta-feira (17), a Cavo ofereceu aumento de 7,5% tanto no salário quanto nos vales. Segundo o presidente do Simeaco, Manassés Oliveira, caso a Cavo aceitasse a proposta do sindicato, o salário do varredor iria de R$ 443,65 para R$ 517,16 e o do coletor aumentaria de R$ 502,17 para R$ 580,66, e os vales de R$ 252 para R$ 316,25 (alimentação + refeição). Os trabalhadores alegam que a proposta da Cavo é inferior aos 8,57% fechados pela Convenção Coletiva de Trabalho – que atende 45 mil trabalhadores do Paraná.

O superintendente de operações da Cavo, Ricardo Cortez de Sousa, disse que a empresa continua em negociações com o Simeaco.