Sizuko Takemiya acha qua aumentou o
interesse do curitibano pela leitura.

Uma parceria entre governo federal e a sociedade vai tentar zerar este ano o número de municípios brasileiros que não têm biblioteca pública. Cerca de mil cidades brasileiras ainda não contam com acervos públicos. O Projeto Quero Ler está começando pelos estados que tem mais cidades sem biblioteca. Minas Gerais com 135, Piauí com 134 e São Paulo com 83.

?Eles representam quase 40% do problema?, fala Caio Magri, assessor para assuntos públicos do Instituto Ethos, um dos parceiros do governo. Segundo Magri, os livros arrecadados por uma rede de hipermercados, que podem ser didáticos ou de literatura, vão colaborar com o projeto. Mas a idéia é que escolas e empresas doem pacotes fechados contendo entre seiscentos e mil títulos. As obras seriam de literatura regional, nacional e estrangeira. ?São títulos de referência?, fala Magri.

Leitores

No Paraná, das 399 cidades, 50 ainda não têm biblioteca. Mas o Governo do Estado já está trabalhando para eliminar o problema. Até o fim do ano, todas as cidades devem contar com o serviço.

Por outro lado, a Biblioteca Pública do Paraná (BPP) registrou um aumento no número de empréstimos. De novembro de 2001 até outubro de 2002, foram emprestados 398.374 livros, enquanto que entre novembro de 2002 e outubro de 2003 foram 448.268 títulos. No final das contas são 49.894 livros a mais. Para a chefe do setor de obras gerais, Sizuko Takemiya, dois motivos podem ter colaborado para o acréscimo. Um deles seria a falta de dinheiro para a compra de livros. O outro o aumento do interesse dos curitibanos por leitura.

Na biblioteca é possível encontrar gente como Kelly Cristina de Lima, 26 anos. Todo mês, ela leva para casa três obras. Conta que pegou gosto pela leitura no Ensino Médio e não parou mais. Mesmo fazendo faculdade, consegue encontrar tempo para a literatura. ?Quanto mais a gente lê, mais quer ler. É uma necessidade?, comenta. Ela diz que não consegue imaginar uma cidade sem biblioteca.