Foto: Chuniti Kawamura/O Estado
Dias pediu revisão a Bernardo.

Com uma dívida de R$ 4,5 milhões, o Hospital Erasto Gaertner, que é referência no tratamento de pacientes com câncer no Paraná, pediu ontem apoio do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, para continuar atendendo. Da média de 200 mil pacientes que passam pelo hospital por ano, 85% são do Sistema Único de Saúde (SUS). Além do saneamento das dívidas, o Erasto também busca arrecadar R$ 10 milhões para construir um novo bloco, que irá triplicar a capacidade de atendimento da unidade.

De acordo com o superintendente do hospital, Luiz Antonio Negrão Dias, a situação do Erasto não é diferente dos demais hospitais brasileiros, que há cerca de dez anos vem amargando prejuízos. Ele destaca que o motivo mais claro dessa situação é que há pelo menos trinta anos o Brasil não investe em tecnologia na área de saúde, e hoje as drogas e equipamentos utilizados são importados, o que ajuda a agravar a crise.

Negrão confirmou que o Erasto tem uma dívida superior a R$ 4 milhões, sendo que metade são impostos não recolhidos. Mesmo com um superávit positivo em 2005, quando o hospital fechou com R$ 421 mil, só de juros bancários a unidade paga mensalmente R$ 120 mil. Por isso, o hospital está pedindo apoio do governo federal. A expectativa, disse Negrão, é que o governo possa rever alguns valores ou forma de pagamento dos impostos, bem como auxiliar na aquisição de novos equipamentos para o hospital.

O ministro Paulo Bernardo disse que reconhece a importância do hospital, até porque é parceiro do governo no atendimento de pacientes do SUS. Ele afirmou que o governo não tem recursos sobrando, mas garantiu que irá analisar a possibilidade de incluir a unidade em um programa de refinanciamento de dívidas.