No ano em que a Igreja Católica destina a Campanha da Fraternidade aos idosos fica mais evidente a situação de miséria e desamparo de muitos deles. Abandonados pela família, encontram nos asilos o único lugar para continuar vivendo. Mas muitos lares têm dificuldades para manter as portas abertas. A Associação Beneficente Lar do Idosos Sant?Ana, em São José dos Pinhais, é um exemplo. A casa necessita de uma reforma no telhado e de verbas para construir espaços para recreação e outras atividades.

A administradora do asilo, Ana Litaver Kozan, conta que desde o mês de janeiro os problemas de infiltração no telhado começaram. Sempre que chove, a casa vira um caos. “A gente tem que ficar virando as camas de um lado para outro”, diz. A água da chuva também penetrou nas paredes e a tinta começa a descascar. “Pintamos toda a casa em dezembro”, lembra.

Além disso, devido à chuva os velhinhos já chegaram a perder roupas e máquinas industriais de lavagem e secagem. “Lavamos a roupa dos 48 idosos num tanquinho, mas não tem espaço para secá-las. Quando dá sol fica mais fácil”, comenta Ana.

A renda do asilo fica em torno de R$ 7,8 mil proveniente das aposentadorias dos idosos. Mas as despesas têm passado longe disso, R$ 11,5 mil. “Estou devendo e não tenho como pagar”, lamenta Ana. Ela explica que a maioria dos velhinhos ganha apenas um salário mínimo e nove deles não possuem renda alguma, já que nem documentos têm. Segundo Ana os grandes asilos não aceitam idosos que têm uma renda muito baixa.