O Armazém da Família é uma ótima opção para quem quer economizar em meio a alta de preços dos alimentos dos últimos meses. Para quem mora em um dos bairros da Regional do Portão, o armazém fica na Rua da Cidadania do Fazendinha, ou seja, além de multiplicar as sacolas das compras, quem possui o cadastro da Secretaria Municipal do Abastecimento (SMAB) também consegue economizar uma passagem. Em média os valores praticados no local são 30% mais baixos em relação aos preços praticados pelas grandes redes supermercadistas.

Outro diferencial do Armazém da Regional Portão é a articulação da SMAB Fazendinha-Portão junto ao Sacolão, um dos permissionários da Urbanização Curitiba S/A (Urbs), para que o estabelecimento ofereça produtos hortifrutigranjeiros que, eventualmente, não constam no espaço regido pela prefeitura. “Há pedidos específicos que não são supridos por conta do sistema de compras por pregão eletrônico, aí aproveitamos a proximidade com o Sacolão para que eles possam suprir. De qualquer forma, a nossa diversidade de produtos é bem ampla, vai das áreas de higiene e limpeza, passando para itens voltados aos consumidores com restrições médicas, como alimentos sem glúten, baixo teor de lactose, além de diets e lights”, destaca a chefe de núcleo da SMAB Fazendinha-Portão, Izabel Chinasso.

Marco André Lima
Economia pode chegar a 30%.

Para estar apto a ser incluído no cadastro, a pessoa deve ter renda familiar de até R$ 2.534,00. Esse teto é corrigido pelo salário mínimo. Por mês, só a unidade da Regional Portão consome cerca de 140 mil quilos de produtos, quantidade que atende mais de seis mil pessoas que passam pelos caixas do estabelecimento.

A aposentada Diva Antônio de Oliveira Silva, 71 anos, costuma ir três vezes por semana ao Armazém. “Meu limite é de R$ 450 e sigo neste ritmo até acabar a cota. Não é tudo que é mais barato. Gosto de comprar aqui os produtos de limpeza e a miudeza, como pudins prontos e produtos da dieta, pois tenho que cuidar da diabetes e isso é bem mais em conta”, descreve. Além do preço, Diva diz que o bom atendimento a conquistou. “Não quero que troquem as funcionárias porque elas sempre me tratam bem, empacotam as compras e ainda me ajudam com o carrinho da feira, já que venho a pé”.

A também aposentada Edite Santos, 60 anos, comenta que a inflação também modificou os preços do Armazém, mas o estabelecimento a ajuda a economizar. “Lá em casa somos em quatro, sendo que três estão desempregados e a renda para vivermos é a da aposentadoria. Se eu tivesse que comprar tudo fora, não estaríamos consumindo iogurte e outras coisas mais caras”, afirma. Somente o leite que ela prefere comprar fora, porque não encontra a marca que está acostumada. “Gasto aqui no dinheiro e lá fora no cartão para conseguirmos atravessar a crise”.

Marco André Lima
 Por mês, só a unidade da Regional Portão consome cerca de 140 mil quilos de produtos.