Sorrisos e promessas de candidatos estampados em cavaletes em um cruzamento do Santa Cândia foram encobertos, de quarta-feira (1º), pela dor e desejo de justiça pela morte da estudante Bárbara Silveira Alves, 16 anos. Na quarta-feira, a garota foi morta por bala perdida, disparada durante perseguição a assaltantes. Familiares e amigos também farão passeata pelo bairro na terça-feira.

Na manhã de ontem, colegas da estudante colaram cartazes com pedido de justiça nos cavaletes de propaganda política, no canteiro da rotatória, perto de onde Bárbara foi baleada. O sentimento de revolta era grande. “O pai dela morreu de acidente de carro quando ela era pequena. A gente sempre a confortava, tentava deixar com astral pra cima. Agora a família é obrigada a passar por mais essa tragédia”, lamentou Jardel Luan Giovanella, 17, que estudava no mesmo colégio que a vítima.

Bárbara foi alvejada por volta das 12h30, quando seguia para casa, após se despedir do namorado na esquina das ruas Padre João Wislinski e Máximo João Kopp. Ela tinha acabado de deixar o Colégio Estadual Santa Cândida, onde cursava o ensino médio.

Assalto

Dois policiais militares à paisana almoçavam em um restaurante próximo, quando o estabelecimento foi assaltado por um bandido armado. Depois de pegar cerca de R$ 300 do caixa, ele correu em direção ao comparsa, que o esperava do lado de fora, na motocicleta. Os dois fugiram. Os policiais foram atrás e cinco tiros foram ouvidos pelas testemunhas, que não souberam dizer se houve confronto ou se apenas os policiais atiraram.

Um dos tiros atingiu as costas de Barbara, que foi socorrida ao Hospital Cajuru, mas não resistiu. Os bandidos não foram encontrados. Testemunhas disseram que o marginal que entrou no restaurante era magro, moreno e tinha várias tatuagens, inclusive no rosto. Os dois PMs tiveram as armas recolhidas pela corregedoria e foram afastados das funções. A Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) investiga do crime.

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