Na pista, Nelsinho Piquet ainda terá de provar ter herdado ao menos parte do talento do pai. Fora dela, é fiel à tradição de falar o que pensa.

Ontem, no Circuito de Sakhir, local do GP de Bahrein de Fórmula 1 e da etapa de abertura da GP2, Nelsinho falou do futuro e dos cinco pilotos brasileiros na GP2, em que foi vice-campeão em 2006.

‘Nunca tive problemas de dinheiro. Se quisesse viver em Mônaco, de frente para o mar, poderia. Vim para a Europa, portanto, com um objetivo: ser piloto.’ E diz estar fazendo de tudo, exatamente como fez seu pai.

‘Aqui na Renault (é piloto de testes), fico nos treinos anotando a hora que nossos rivais voltam para os boxes, que tipo de pneu usam e o estado de conservação.’ Os dados ajudam a equipe no programa de simulação de corrida.

‘Vai começar a GP2 e vou ajudar a equipe pela qual competi. Nos intervalos das corridas de F-1, passo boa parte do tempo na fábrica da Renault.

Nelsinho disputou duas temporadas de GP2. Na estréia, dele e da equipe Piquet Sports, formada pelo pai, em 2005, foi 8º. Em 2006 competiu contra Lewis Hamilton até as etapas finais. Deu o inglês. Acabou em segundo.

Disse o que espera dos cinco brasileiros na GP2. ‘O Lucas Di Grassi (equipe Art) não me parece ser especial. O Bruno Senna (Arden) foi terceiro na F-3 inglesa, mas terá dificuldades neste ano de estréia. Se for bem em 2008, vai para a F-1.

Xandynho Negrão (Minardi Piquet) está crescendo. Antonio Pizzonia (Fisichella) está em outra época, não sei se terá outra chance na F-1, e Sergio Jimenez (Racing) batalha duro, sem dinheiro.

‘Aprendi que para ser campeão é preciso ter enorme vontade de trabalhar, um pacote de coisas e estrela. Vontade não me falta e determinação também conta muito.