O presidente colombiano, Álvaro Uribe, pediu nesta terça-feira (29) aos membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que deixem a guerrilha, revelando que há um fundo de US$ 100 milhões para recompensá-los.

"Abandonem as Farc, isso só os conduz à morte, à destruição de famílias, não continuem instalando minas terrestres, entreguem os seqüestrados", declarou Uribe à rádio Quito.

"Nosso governo oferece um fundo de recompensa de até US$ 100 milhões para os guerrilheiros que decidam desertar, abandonar a guerrilha e trazer consigo seqüestrados para serem libertados", reforçou.

O presidente disse ainda que durante sua reunião com o chanceler francês, Bernard Kouchner, reiterou a disposição da Colômbia para que a Igreja Católica faça a mediação para o intercâmbio humanitário de reféns das Farc por guerrilheiros presos.

"A Igreja propôs e o governo aceitou uma zona de encontro (com o grupo guerrilheiro), que não seria em área urbana, mas rural e sem povoação ou instalações militares, e onde delegados internacionais poderiam atuar como negociadores", disse Uribe.

"O governo da Colômbia aceitou essa alternativa da Igreja Católica há muito tempo, ela continua vigente, além de terem sido autorizados dois representantes da Espanha, da França e da Suíça", acrescentou.

O chefe de Estado disse ainda que "dois colombianos receberam autorização para manter contato com as Farc, para um acordo humanitário", mas não os identificou.