O presidente colombiano Alvaro Uribe afirmou hoje, durante a reunião extraordinária da União de Nações Sul-americanas (Unasul), que dois chefes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão na Venezuela. Sem dar detalhes, Uribe afirmou que Luciano Marín Arango, cujo apelido é Iván Márquez, e Rodrigo Londoño, também conhecido como Timochenko ou Timoleón Jiménez, estão na Venezuela.

Márquez e Timochenko, por quem os Estados Unidos oferecem uma recompensa de US$ 5 milhões, são dois dos sete membros do chamado “secretariado”, a autoridade máxima do grupo guerrilheiro. “Não se pode comparar um procedimento jurídico, certo ou errado, que concede asilo, com o pedido para ajudar a capturar delinquentes como Iván Márquez ou o senhor Timochenko, que estão na Venezuela”, disse Uribe durante a reunião realizada na Argentina, ao referir-se a seu antecessor na presidência colombiana que concedeu asilo a Pedro Carmona, que participou de um golpe na Venezuela em 2001.

A declaração de Uribe foi a primeira confirmação pública da suposta presença de membros das Farc na Venezuela, que sempre negou o fato. O presidente do Equador, Rafael Correa, interrompeu Uribe para dizer que a polícia de seu país deteve ontem um suposto membro das Farc que seria responsável por fornecer produtos químicos para o processamento de drogas.