Em busca de apoio da população em seu debate sobre maior regulamentação do setor de armas, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, acusou o que ele chamou de “grande grupo de lobby” de vender uma “ficção imaginária” que ele diz ter distorcido o debate nacional sobre a violência armada.

Em entrevista à rede CNN na noite de quinta-feira, Obama defendeu a maior regulamentação do setor. Desde que o presidente anunciou a publicação de um decreto, na terça-feira (5), que determina maior rigor na verificação de antecedentes criminais para a venda de armas, ele tem participado de entrevistas e palestras em busca de apoio da população.

Na entrevista de ontem, Obama descartou o que ele chamou de “conspiração”, alegando que o governo Federal – e Obama, em particular – quer tomar todas as armas de fogo como um precursor para impor a lei marcial. Ele culpou a Associação Nacional de Rifles (NRA, na sigla em inglês) e grupos simpatizantes de convencer seus membros de que “alguém vai vir pegar suas armas”.

“Sim, isto é uma conspiração”, disse Obama. Ontem, em seu artigo divulgado no New York Times, Obama prometeu que não fará campanha ou apoiará candidatos presidenciáveis que não defendam uma mudança maior na regulamentação da venda de armas.

Obama defendeu seu apoio ao direito constitucional à posse de armas enquanto argumentava que era consistente com seus esforços para conter a violência e os tiroteios em massa. Ele disse que a NRA estava se recusando a reconhecer a responsabilidade do governo de tornar os produtos legais mais seguros, citando cintos de segurança e fracos de medicamentos à prova de crianças como exemplos.

O presidente dos EUA afirmou ainda que ele sempre esteve disposto a se reunir com a NRA, se eles estiveres dispostos a enfrentar os fatos. No entanto, ele disse que a NRA foi convidada para o fórum, mas se recusou a participar. Vários membros da NRA estavam na plateia do fórum, que foi organizado pela CNN.

O porta-voz da NRA, Andrew Arulanandam, disse antes do evento que o grupo não viu “nenhuma razão para participar de um espetáculo de relações públicas orquestrada pela Casa Branca”. Ainda assim, o grupo rebateu os comentários de Obama em tempo real no Twitter, dizendo que “nenhuma das ordens do presidente teriam parado qualquer um dos recentes tiroteios em massa”. Fonte: Associated Press.