O provável futuro primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu conseguiu o ingresso do partido religioso nacionalista ultraortodoxo Shas na coalizão para governar o país. Com a nova adesão, Netanyahu dá um passo importante para tornar-se primeiro-ministro. Netanyahu também lançou um diálogo formal com o centrista Partido Trabalhista, com a intenção de moderar seu futuro governo. O apoio dos trabalhistas poderia fornecer credibilidade internacional e estabilidade, mas muitos membros do Partido Trabalhista relutam em integrar um governo chefiado por Netanyahu.

O líder do Likud tenta formar uma coalizão desde as eleições parlamentares do mês passado. O Likud ficou com 27 cadeiras, tendo que buscar aliados para controlar a maioria do Parlamento de 120 membros. Netanyahu tem até 3 de abril para formar o governo. Com o Shas, integram a coalizão 53 membros. Netanyahu espera formar uma coalizão mais abrangente e negocia com outros quatro partidos.

Na semana passada, Netanyahu negociou com o Israel Beiteinu. O acordo deu ao líder desse partido, Avigdor Lieberman, a promessa de ser o próximo ministro das Relações Exteriores. Lieberman foi alvo de críticas e inclusive chamado de racista por seu projeto de exigir dos cidadãos árabes um juramento de lealdade. Caso se negassem a firmar tal documento, eles perderiam a nacionalidade. Além disso, Lieberman defende o redesenho do mapa israelense para se excluir cidadãos árabes. A presença do Shas ajuda a firmar a coalizão à direita do espectro político. O partido, que representa os judeus do Oriente Médio, recusa-se a apoiar que os palestinos ocupem qualquer parte de Jerusalém, em um eventual acordo de paz no futuro.