A Itália impediu que um navio transportando mais de 1.800 norte-africanos que fugiam da Líbia atracasse na Sicília para reabastecer. A União Europeia (UE) instou o governo italiano a verificar se existem refugiados a bordo. “Eles pediram para entrar no porto e reabastecer. Nós os notificamos que o Ministério do Interior proibiu que o navio atracasse”, disse Antonio Giummo, oficial da Marinha da Itália no porto de Augusta, no leste da Sicília. “O navio permanece ao largo da costa siciliana, esperando em águas internacionais”, acrescentou.

Marcin Grabiec, uma porta-voz do corpo executivo da UE, a Comissão Europeia, afirmou que “seguimos a situação de perto e lembramos aos Estados membros da UE que verifiquem, com atenção, se refugiados podem estar a bordo de navios”.

A mídia italiana informou que o navio marroquino Mistral Express partiu da capital líbia, Tripoli, transportando 1.715 marroquinos, 39 líbios e 82 outras pessoas da Argélia, Egito, Tunísia, Mali, Mauritânia e Sudão. Segundo informações da agência italiana Ansa, o barco teria sido alugado pelo governo do Marrocos para retirar seus cidadãos que estavam em Tripoli, após a eclosão do conflito líbio.

O governo da Itália tem alertado repetidamente que o conflito em curso na Líbia pode criar uma onda gigantesca de imigrantes clandestinos em direção à costa da Sicília e da Itália.

As informações são da Dow Jones.