Tropas apoiadas por tanques militares atacaram nesta manhã a cidade de Banias, no noroeste da Síria, um reduto de protestos contra o governo. Em resistência, moradores locais formavam uma cadeia humana numa tentativa de parar a operação militar, disseram ativistas de direitos humanos.

A eletricidade e as comunicações foram cortadas à medida que os tanques entravam nos três eixos que levam ao setor sul da cidade da costa mediterrânea. Os tanques também cercaram a cidade próxima de Baida, enquanto um barco militar patrulhava o litoral, contaram os ativistas.

O ataque militar a Banias acontece dois dias depois de um comboio com 40 veículos militares ter saído da cidade da Deraa, no sul do país, outro centro de protestos que estava bloqueado pelos soldados desde 25 de abril. Grupos de direitos humanos afirmam que mais de 600 pessoas foram mortas e 8 mil detidas ou desapareceram nos ataques aos manifestantes desde que as demonstrações antigovernamentais começaram em meados de março.

Ontem, uma semana depois de impor duras sanções à Síria, os Estados Unidos alertaram que darão “passos adicionais” contra o país se os ataques brutais aos manifestantes continuarem. A declaração da Casa Branca foi feita depois que grupos de direitos humanos disseram que as forças de segurança sírias mataram pelo menos 26 manifestantes na sexta-feira durante o “Dia do Desafio” contra o regime do presidente Bashar Assad. As informações são da Dow Jones.