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Milhares de pessoas cercam sede do governo da Ucrânia

Milhares de manifestantes ucranianos bloquearam as entradas para o prédio que abriga a sede do governo em Kiev e pediram pela renúncia do primeiro-ministro, Mykola Azarov, e de seu gabinete.

Protestos têm sido realizados diariamente em Kiev há mais de uma semana, após o presidente do país, Viktor Yanukovych, desistir de um acordo que teria estabelecido o livre comércio e uma cooperação política mais profunda entre a Ucrânia e a UE. Ele justificou a decisão dizendo que a Ucrânia não podia arcar com uma quebra dos laços de comércio com a Rússia. Originalmente, o acordo com a UE deveria ter sido assinado na sexta-feira.

Ontem as manifestações ganharam força com cerca de 300 mil pessoas presentes no protesto, em uma manifestação que ocorreu pacificamente até que um grupo tentou invadir o escritório do presidente. A polícia respondeu violentamente, o que incentivou uma nova rodada de protestos.

Ao menos três parlamentares do partido da situação já renunciaram. A oposição quer expulsar o gabinete de Azarov em um voto de confiança que será votado no Parlamento na terça-feira. A oposição controla 170 assentos na casa de 450 parlamentares, mas precisará de 226 votos para derrubar o governo.

O porta-voz de Azarov, Vitaly Lukyanenko, disse que o governo não planejava impor um estado de emergência. Segundo a agência de notícias Interfax, o porta-voz não disse se o primeiro-ministro e seus ministros podiam entrar no prédio do governo.

Em algumas partes do leste da Ucrânia, onde a maior parte da população fala ucraniano e tende a aprovar uma integração com a União Europeia, algumas autoridades revelam uma revolta aberta. O prefeito de Lviv convocou o povo aos protestos e alertou que a polícia deixaria os uniformes de lado e defenderia a cidade se o governo central enviar reforços.

Em Kiev, milhares de manifestantes retornaram à Praça da Independência, onde centenas de outros manifestantes acamparam durante a noite. Outras centenas continuavam ocupando a prefeitura de Kiev.

“Nosso objetivo é expulsar as autoridades através de greves. O governo será paralisado até que Yanukovych e Azarov renunciem”, afirmou Serhiy Korchinsky, um engenheiro de Lviv que passou a noite no acampamento de protesto. Fonte: Associated Press.

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