O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, acusou Israel de praticar “limpeza étnica”, e defendeu a elevação do território palestino a Estado, em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

Abbas fez um apelo para que a Assembleia Geral “adote uma resolução considerando o Estado da Palestina com um Estado não-membro”, ainda antes de setembro do ano que vem, em um discurso que recebeu palmas dos representantes dos demais países.

Anteontem, a presidente Dilma Rousseff concluiu o seu discurso também fazendo um pedido pelo reconhecimento do Estado palestino.

Autoridades palestinas revelaram que um pedido formal nesse sentido deve ser apresentado até o final de novembro.

Abbas reiterou que o pedido não visa “tirar a legitimidade de Israel, mas estabelecer um Estado que devia ser estabelecido: a Palestina”.

Israel

O presidente da ANP também reservou espaço em sua intervenção para fazer acusações de “limpeza étnica” contra Israel, em um dos assuntos mais explosivos entre os dois povos: a ocupação dos territórios “compartilhados” por israelenses e palestinos.

“Trata-se de uma campanha de limpeza étnica contra o povo palestino, por meio da demolição de suas casas”, disse, em referência à instalação das colônias judaicas.

Segundo Abbas, Israel continua a expandir a ocupação de Jerusalém Oriental e da Cisjordânia, “recusando-se a discutir seriamente o problema dos refugiados palestinos”.