O norte-americano Jared Loughner, de 22 anos, terá uma audiência hoje, após ser acusado por promotores de tentar assassinar a deputada democrata Gabrielle Giffords e matar outras seis pessoas, em um ataque a tiros que chocou os Estados Unidos no sábado. Ontem, o presidente Barack Obama liderou um minuto de silêncio pelas vítimas e suas famílias.

Promotores federais apresentaram acusações contra Loughner ontem. O ataque foi cometido na manhã de sábado. Um juiz federal, um assessor de Gabrielle e uma menina de nove anos estavam entre os seis mortos, enquanto a deputada e outras 13 pessoas ficaram feridas no atentado, ocorrido nas proximidades de um supermercado de Tucson.

Gabrielle, uma política de 40 anos, está internada em estado delicado, após receber um tiro na cabeça. Os médicos disseram que ela respondia aos pedidos para que pressionasse seus dedos, o que dava esperança de que a paciente possa sobreviver sem grandes sequelas cerebrais. Cerca de 200 pessoas fizeram uma vigília na porta do escritório de Gabrielle, na noite de ontem. Mais cedo, houve outras manifestações de repúdio ao ataque e orações pela recuperação da deputada.

Loughner já havia tentado manter contato com Gabrielle anteriormente. Documentos dizem que a política democrata enviou uma carta ao eleitor, agradecendo-o por comparecer a um evento em Tucson em 2007. O jovem vivia em um bairro de classe média. Vizinhos contaram que Loughner era bastante reservado e geralmente era visto passeando com seu cachorro. Comentários de amigos e ex-colegas de classe confirmam a imagem de Loughner, dada também pelo próprio em mensagens na internet, como uma pessoa isolada, desconfiada e paranoica. As informações são da Associated Press.