O Irã trabalhou em armas nucleares no passado, mas suas atividades não passaram de planos para um programa e teste de componentes básicos, de acordo com relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta quarta-feira. O documento encerra quase uma década de apuração das suspeitas.

O relatório confirmou algumas das críticas de países como os Estados Unidos, que alegavam que Teerã havia se engajado na tentativa de fabricar armas de destruição em massa. Mesmo assim, a agência afirmou que suas descobertas foram uma avaliação, sugerindo que não podia entregar uma decisão inequívoca de que as suspeitas são válidas.

O documento também sugeriu que nem todas as informações sobre o assunto foram disponibilizadas pelos iranianos, tornando suas conclusões menos específicas.

A agência foi a público com suas suspeitas há quatro anos, detalhando uma lista de supostas atividades baseadas em evidências “críveis” de que o Irã teria realizado “trabalhos relevantes no desenvolvimento de um dispositivo nuclear explosivo”.

A AIEA ainda disse que a maior parte do trabalho “coordenado” no desenvolvimento das armas foi feito antes de 2003, e algumas atividades prosseguiram até 2009.

O documento confidencial é significativo para abrir caminho para a suspensão das sanções dos países ocidentais contra o Irã, que pretende começar a exportar petróleo.

Agora, o painel de 35 países da AIEA deve aprovar uma resolução formulada por seis países (EUA, Rússia, China, Reino Unido, Fraca e Alemanha) que põe a questão para descansar. Fonte: Associated Press.