Um pastor californiano previu mais uma vez que o fim do mundo está chegando. Depois de ter afirmado que 200 milhões de cristãos seriam levados para o paraíso quando o mundo chegasse ao fim em 21 de maio, o pastor Harold Camping afirmou que um evento catastrófico mais destruir o globo nesta sexta-feira.

Desta vez, Camping, o pastor de 90 anos que é dono da Family Radio International, em Orlando, evitou contato com a mídia na tentativa de se esquivar a chacota de que foi alvo quando seus seguidores acordaram em 22 de maio e descobriram que ainda estavam na Terra.

“Sinto muito em desapontá-lo, mas a Family Radio não tem falado com a imprensa”, escreveu a filha de Susan Espinoza ao responder um pedido feito por e-mail a respeito do cenário apocalíptico desta sexta-feira.

As tentativas de contato telefônico com o pastor na quinta-feira caíram na secretária eletrônica e não foram retornadas. Vários seguidores contatados também se recusaram a falar sobre o assunto.

Camping, que sofreu um acidente vascular cerebral leve três semanas após o que deveria ter sido o fim do mundo, ainda espalha sua mensagem por meio do site da Family Radio International. Segundo ele, o julgamento de Deus e a salvação foram concluídos em 21 de maio.

Camping explicou, numa mensagem, a confusão de sua matemática bíblica. “Assim, podemos ter certeza de que todo o mundo, com exceção daqueles que já foram salvos (os eleitos), estão sob o julgamento de Deus, e será aniquilado, juntamente com todo o mundo físico em 21 de outubro”, diz em seu site.

Seus seguidores ficaram desanimados em maio quando o previsto não aconteceu, principalmente aqueles que haviam pedido demissão de seus empregos e doado parte de suas economias para a aposentadoria ou para os estudos universitários para bancar os mais de 5 mil outdoors e outros materiais com a mensagem do Dia do Julgamento.

Camping, um engenheiro aposentado, já havia previsto o Apocalipse em 1994, mas posteriormente declarou que ele não aconteceu por causa de um erro matemático. As informações são da Associated Press.