O ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, afirmou que aeronaves francesas lançaram ataques aéreos contra uma área dominada pelo Estado Islâmico em Raqqa, na Síria. Segundo a autoridade, os alvos eram combatentes estrangeiros que tramam ataques na Europa.

Em entrevista à rádio Europe-1, Le Drian disse que dois jatos Rafale bombardearam um campo de treinamento “e o objetivo foi alcançado”. Segundo ele, é o segundo ataque aéreo francês na Síria e “não será o último”. Ativistas disseram que várias explosões ocorreram em Raqqa. O Observatório Sírio pelos Direitos Humanos disse que 20 explosões mataram 14 membros do Estado Islâmico e feriram mais de 20.

O ministro francês criticou a maior presença russa na Síria, dizendo que “80% a 90%” das ações russas não têm como alvo o Estado Islâmico. Moscou afirma que sua campanha aérea é voltada contra militantes islâmicos.

A França se uniu à coalizão liderada pelos EUA contra o Estado Islâmico no Iraque no ano passado. Além disso, expandiu sua campanha na Síria no mês passado.

O secretário de Defesa dos EUA, Ash Carter, confirmou nesta sexta-feira que há indicações de que quatro mísseis de cruzeiro russos caíram no Irã, e não na Síria, sugerindo que houve problemas nesses lançamentos. É o primeiro comentário público de uma autoridade norte-americana sobre o caso. A Rússia e o Irã são aliados.

Carter falou em Londres, em entrevista à imprensa ao lado do secretário de Defesa do Reino Unido, Michael Fallon. Os britânicos são parte da coalizão que ataca o Estado Islâmico no Iraque, mas não realizam ataques na Síria.

Ativistas sírios disseram ainda que o Estado Islâmico lançou um ataque surpresa em Aleppo, no norte do país, atacando várias vilas controladas por outros rebeldes. O Observatório Sírio pelos Direitos Humanos disse que a ofensiva por terra dos extremistas é a mais importante em meses. Fonte: Associated Press.