O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, pagou para fazer sexo com uma menor ao menos 13 vezes, indicam promotores em um documento elaborado hoje para o processo contra três assessores que procuravam parceiras sexuais para o premiê.

De acordo com os promotores, as festas de jantares e noites de sexo de Berlusconi ocorriam em sua mansão perto de Milão. Eles acusam três assistentes de procurar prostitutas para o premiê. O líder italiano também enfrenta um processo separado por prostituição de uma menor de idade e de abuso de poder. Ele vai a julgamento no dia 6 de abril. O indiciamento dos assessores ainda deve ser estabelecido por um juiz.

O premiê negou todas as acusações e seus advogados já pediram a anulação do processo. A então menor envolvida, a marroquina Karima el-Mahroug, conhecida como Ruby “Robacuori”, negou ter feito sexo com Berlusconi e disse que nunca atuou como prostituta. Além dela, o documento identifica outras 33 mulheres envolvidas nas festas do primeiro-ministro.

Segundo o documento, Ruby “manteve relações sexuais com Silvio Berlusconi por pagamento em dinheiro e outras compensações, em sua casa” e em 13 ocasiões, de 14 de fevereiro a 2 de maio do ano passado. Agora com 18 anos, a marroquina era menor de idade na época. Ainda de acordo com o texto, após os jantares, as garotas da festa começavam a dançar e a “trocar carícias íntimas com Berlusconi”. Depois disso, o premiê “escolhia uma ou mais garotas com quem passava a noite, e a quem pagava com dinheiro ou outras compensações”.

A acusação de abuso de poder contra Berlusconi se baseia no fato de que ele teria usado sua influência para libertar Ruby de uma delegacia. Na Itália, a prostituição não é crime, contando que a garota seja maior de 18 anos. As informações são da Associated Press.