Riyadh al-Nouri, um importante assessor do clérigo radical xiita Muqtada Al-Sadr, foi assassinado nesta sexta-feira (11) na cidade sulista de Najaf por pistoleiros desconhecidos. Autoridades locais anunciaram toque de recolher na cidade e as forças de segurança foram posicionadas nas ruas. O assassinato ameaça elevar a tensão na região em meio a um violento impasse entre o Exército Mehdi, milícia leal a Al-Sadr, e as forças iraquianas apoiadas pelos Estados Unidos.

Riyadh al-Nouri, identificado como diretor do escritório de Al-Sadr na cidade sagrada para os seguidores do xiismo, foi assassinado quando voltava para casa depois das tradicionais orações de sexta-feira na vizinha cidade de Kufa. Sob condição de anonimato, um policial e um funcionário do escritório de Al-Sadr confirmaram o assassinato de Nouri.

Al-Sadr mantém seu escritório em Najaf, mas os santuários da cidade são dominados por um grupo rival. A maior parte dos seguidores do clérigo concentra-se na vizinha Kufa. Por meio de um comunicado, Al-Sadr acusou os Estados Unidos e o governo iraquiano pelo assassinato e prometeu "não esquecer desse sangue precioso", mas pediu a seus seguidores que "sejam pacientes".

Ataques aéreos sobre Bagdá e a cidade sulista de Basra provocaram a morte de pelo menos 12 supostos milicianos xiitas entre a noite de ontem e a madrugada de hoje, informaram hoje os exércitos dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha.

Ao mesmo tempo, a polícia iraquiana informou que pelo menos dois civis perderam a vida atingidos em meio a confrontos ocorridos hoje em Cidade Sadr, um empobrecido bairro bagdali considerado um bastião do Exército Mehdi.

Também ao sul de Bagdá, uma vala comum com os corpos de mais de 30 sunitas provavelmente mortos por milicianos xiitas no ano passado foi descoberta hoje, disse um oficial do Exército iraquiano. Também hoje, pelo menos cinco pessoas morreram em dois ataques suicidas com carro-bomba perpetrados em diferentes partes do Iraque.