A aprovação do governo do presidente chileno Sebastián Piñera continua a cair. Segundo uma pesquisa divulgada hoje, ele perdeu 9 pontos porcentuais e atualmente é aprovado por 47% dos chilenos. O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 20 de dezembro pelo Centro de Estudos da Realidade Contemporânea (CERC). Na pesquisa anterior do instituto, realizada em setembro, o governo de Piñera contava com 56% de aprovação e 32% de desaprovação, nível que subiu para 41% na pesquisa divulgada hoje. O instituto ouviu 1.200 pessoas em todo o país e a margem de erro é de 3 pontos porcentuais.

Segundo Carlos Hunneeus, diretor do CERC, esta é “a pior aprovação das cinco administrações desde 1990 e a que recebe o mais alto grau de desaprovação”. Ele explicou que o resultado pode ser atribuído em parte à suposta intervenção de Piñera na eleição do presidente da federação de futebol chilena, a Associação Nacional de Futebol Profissional (ANFP), um imbróglio que pode resultar no afastamento do técnico Marcelo Bielsa. De acordo com o levantamento, 47% dos entrevistados consideram que houve pressões externas na eleição do presidente da entidade e 39% apontaram a intervenção do presidente e seu governo na questão.

No final de dezembro, outra pesquisa havia dado a Piñera uma aprovação de 44% e 34% de desaprovação. Já a popularidade do ministro de Minas, Laurence Golborne, está alta. Responsável pelo resgate dos 33 mineiros presos durante 69 dias numa mina no norte do país, ela atingiu 55%, à frente da popularidade do titular da pasta da Educação, Joaquín Lavín, com 37%.

Golborne, considerado um possível sucessor de Piñera pela direita, é visto por 29% dos entrevistados como o político de maior futuro no país, seguido pela ex-presidente socialista Michelle Bachelet, com 28%. As informações são da Associated Press.