Quanto mais se vive, mais problema se enfrenta. Num futuro mais próximo do que imaginamos vamos nos defrontar com um problema, até então inesperado. A crise no abastecimento de água doce e limpa.

Os Estados Unidos já criaram o Projeto de Política de Água Global, com sede em Massachusetts, que já começou a trabalhar e, de conseqüência, a nos transmitir informações pouco animadoras.

A água doce e limpa está diminuindo mais rapidamente do que os cientistas calcularam, e eles que até pouco tempo olhavam para o céu, esperando a chuva, agora voltaram seus olhares para o chão, em busca de novas fontes desse recurso vital para a humanidade.

A esperança da ciência são os aqüíferos profundos, ou seja, os grandes rios e lagos que estão situados abaixo da superfície, alguns deles com reserva de água “fóssil” que eles calculam tenham até um milhão de anos.

Não há dúvida de que se chegarmos a uma crise de abastecimento, será possível recorrer aos aqüíferos, mas o problema não termina por aí.

O que tem preocupado os cientistas é que os hidrólogos pouco sabem sobre as consequências de um impacto ecológico da extração realizada em aqüíferos profundos, principalmente porque não se sabe quais e quantos deles podem ser reabastecidos naturalmente e quais são os aqüíferos fósseis, ou seja aqueles existentes em espaços fechados assim como o petróleo, disponível para apenas uma extração.

Somente 2,5% da água existente no mundo é doce e a maior parte dela está congelada nas geleiras e calotas polares. Menos de três décimos de 1% da água doce está nos lagos e rios que vêm servindo à humanidade. E, pior, grande parte dessa água está secando ou se deteriorando.

8% da comida que atualmente alimenta os 6 bilhões de habitantes do planeta se utilizam de água doce que não é reposta e o recurso está no subsolo, onde encontramos 100 vezes mais água do que na superfície, boa parte a 800 metros ou mais de profundidade. Como 760 litros de água pesam cerca de uma tonelada, não valia a pena procurá-la.

Aos poucos, todavia, parece que esta será a única solução no futuro.

Entre os maiores volumes de água, atualmente em estudo, está o nosso conhecido Aqüífero Guarani, que caminha no subsolo do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Esse aqüífero têm a incrível capacidade de fornecer 100 litros de água por dia para 5,5 bilhões de pessoas por longos 200 anos.

P.S. – Depois disso, o problema não será mais nosso.