O ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto, informou que, em dez dias, as propriedades situadas no raio de 10 quilômetros das fazendas São Paulo e Alto Alegre, localizadas no município de Loanda, Noroeste do Estado, poderão ser liberadas para a comercialização de seus animais. O procedimento estava interditado desde o surgimento da suspeita de foco de febre aftosa em sete propriedades, em outubro do ano passado.

A informação foi dada nesta segunda-feira (09), em Curitiba, durante reunião com o secretário da Agricultura, Newton Pohl Ribas, técnicos da Secretaria, do Ministério e representante dos criadores. ?Esperamos que, entre uma semana e dez dias, podemos concluir os estudos para liberar o Paraná?, disse.

No encontro, que aconteceu na sede da Secretaria, Ribas reivindicou a liberação das propriedades situadas na área de risco em torno das duas fazendas, as últimas que faltavam ser liberadas no Estado. ?O Paraná praticou todas as ações necessárias e exigidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Foram mais de 20 mil análises de sorologia na região. Como não foi detectado o vírus da febre aftosa em nenhum animal, defendemos a liberação das propriedades que se encontram no raio de 10 quilômetros?, disse.

O ministro informou que as organizações internacionais e os países importadores são muito rigorosos no que se refere à sanidade dos animais. ?Estamos realizando todas as análises e exames para que possamos anunciar ao mundo nossa decisão?, disse. Na reunião, o secretário expôs ao ministro todas as ações e práticas de defesa sanitária desenvolvidas no Estado desde outubro do ano passado, quando sete propriedades do Paraná foram reconhecidas como focos de febre aftosa pelo Ministério.

Ribas voltou a defender a participação do Ministério num trabalho de vigilância epidemiológica nas fronteiras do Paraná e Mato Grosso do Sul com os países da região. Segundo o secretário, a iniciativa envolveria ações de georeferenciamento nas propriedades rurais situadas num raio de 25 quilômetros de ambos os lados da fronteira, a identificação dos animais, a vacinação assistida e a educação sanitária dos criadores dos países envolvidos na operação.