Para discutir o acesso de crianças com necessidades especiais na escola e na classe comum, o Ministério da Educação está realizando em Curitiba o terceiro encontro do projeto ?Educar na Diversidade?.

O evento reúne nesta quinta-feira e sexta-feira profissionais da área, entre professores e dirigentes de escolas públicas de cinco estados brasileiros ? Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

?Os participantes cumprem o papel de multiplicadores nas escolas públicas, tanto estaduais quanto municipais. Com isso pretendemos criar uma rede de apoio e conseguirmos a inclusão entre as diversas esferas de governos?, disse a coordenadora de Planejamento da Educação Especial do MEC, Kátia Marangom Barbosa.

De acordo com Kátia, a inclusão tem avançado muito no Brasil. ?Quando forem divulgados os índices do censo escolar de 2005 – em setembro – poderemos observar que o avanço, com certeza, será maior do que o ocorrido nos dois últimos anos?, acredita. Na opinião da técnica, algumas ações são de extrema importância para a inclusão, como a capacitação profissional, distribuição de equipamentos, adequação dos edifícios escolares, salas de recurso com atendimento especializado, entre outros.

Inclusão no Paraná

O governo do Estado tem investido maciçamente na inclusão desde 2003. A chefe do Departamento de Ensino Especial da Secretaria da Educação, Angelina Matiskei, enumera benefícios como o concurso público voltado aos professores do ensino especial, com 5.500 vagas, além das constantes capacitações para os professores.

Segundo Angelina, a realização do concurso foi um dos fatores que favoreceu a inclusão no Estado. ?Sem os profissionais e as capacitações não teríamos condições para realizar o trabalho. A inclusão não é apenas o fato de colocar este aluno no espaço físico escolar e, sim, dar a ele a oportunidade do ingresso no ensino regular, com aperfeiçoamento, progresso no estudo e a permanência na escola, garantindo, dessa forma, a aprendizagem com qualidade?, ressalta.

O Paraná trabalha preferencialmente para que os alunos com necessidades especiais estejam no ensino regular com o auxílio de todos os apoios pedagógicos necessários, inclusive aulas em turno contrário para atendimento educacional especializado. Contudo, Angelina, explica que as escolas especiais não são descartadas, por se tratarem de um espaço altamente especializado destinado a um grupo de alunos com intensas necessidades que precisam de atendimento diferenciado?, disse.