O governo conseguiu fechar um acordo com os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em greve há 73 dias. O reajuste acertado nos salários da categoria e aposentadorias e pensões dos servidores inativos custará R$ 140 milhões aos cofres públicos, segundo anúncio do ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Além disso, grevistas e governo acertaram um cronograma de reposição dos dias parados em troca do pagamento dos salários de julho aos servidores em greve que foram retidos durante a paralisação.

Segundo ministro, o retorno ao trabalho acontecerá na terça-feira, com a reabertura das agências do INSS para o atendimento dos segurados a partir de quarta-feira.

Na sede da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Previdência, Saúde e Assistência Social (Fenasps), em Brasília, no entanto, a informação é que o acordo ainda será submetido às assembléias estaduais no início da semana que vem e a melhor expectativa de reabertura dos postos de atendimento é o final da semana.

"O acordo representou uma proposta adequada para o governo e para os servidores", afirmou Marinho à Agência Brasil, no final de uma reunião que durou mais de sete horas e terminou a 1h30 da madrugada deste sábado. Além de Marinho, estiveram com os sindicalistas técnicos dos Ministérios do Planejamento e da Previdência Social.

Em linhas gerais, o acordo prevê que as agências tenham seu horário de atendimento ampliado em duas horas ao longo das semanas e permaneçam abertas durante três sábados seguidos, por cinco horas. "O objetivo é desafogar os processos e acelerar os atendimentos", justificou o ministro. Em troca do esforço extra, os trabalhadores não terão o ponto cortado.