A queda de 1,4% na produção industrial em setembro ante agosto foi influenciada sobretudo pela indústria automobilística e neutralizou os resultados positivos dos dois meses anteriores. Com isso, o setor trocou uma trajetória de crescimento suave no primeiro semestre de 2006 por uma "estabilidade" no terceiro trimestre, segundo observou o chefe da coordenação de indústria do IBGE, Silvio Sales.

"Os resultados (de setembro) repetem um pouco aquele padrão que temos observado há vários meses, que a indústria fica em sobe e desce", disse Sales. O segmento de veículos automotores registrou queda de 9,3% na produção em setembro ante agosto, em conseqüência de greves em várias montadoras. Mas Sales ressaltou que, ainda que a indústria automobilística tenho sido a principal influência sobre o resultado negativo, não foi a única já que 12 dos 23 segmentos investigados na comparação com mês anterior apresentaram queda na produção.

Segundo ele, a magnitude da queda da indústria em geral foi maior por causa do recuo em veículos automotores, mas teria ocorrido redução na produção ante mês anterior mesmo se a greve não tivesse ocorrido. Segundo Sales, "o padrão atual da indústria não mostra ritmo vigoroso de crescimento ou de queda, os dados trimestrais mostram que a indústria consegue crescer, mas em ritmo progressivamente menor".