O Brasil deverá produzir 122,6 milhões de toneladas de grãos na safra 2005/2006, com um aumento de 7,6% em relação à safra anterior. A estimativa, o primeiro levantamento extra da safra, foi divulgada hoje (20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em comparação com a última previsão, de 124,4 milhões de toneladas, a redução estimada é de 1,8 milhões de toneladas (1,5%) na colheita.

As variações climáticas, principalmente na Bahia, em Minas Gerais e no Paraná, além do baixo uso de tecnologia nas plantações foram os motivos para a queda, segundo o presidente da Conab, Jacinto Ferreira. "Por causa da estiagem, detectamos perdas principalmente no feijão (Bahia), no milho (Minas Gerais) e na soja (Paraná e região Sul, onde houve ocorrência de ferrugem)".

A maior redução na estimativa de produção foi a do feijão, de 13,9%, o equivalente a 184,3 mil toneladas. Para o milho, a queda foi estimada em 2,9%, ou 957,7 mil toneladas. E para a soja, a previsão é de queda de 1,7%, ou 968,4 mil toneladas.

Jacinto Pereira afirmou que não há risco de desabastecimento desses grãos no Brasil. "O trigo é o único produto que preocupa, por causa da concorrência com a Argentina. Mas o Brasil deverá importar uma quantidade significativa para complementar a produção nacional", informou.

O presidente da Conab disse ainda que como o país está abastecido de todos esses produtos, essa queda não deverá ter reflexo nas exportações.