A Justiça Federal bloqueou, nesta semana, os bens de José Adalberto Vieira da Silva, de sua esposa Raimunda Lúcia Pessoa de Lima e do ex-assessor especial da presidência do Banco do Nordeste Kennedy Moura Ramos.

A Justiça pediu também a quebra de sigilo bancário, a partir de janeiro de 2003, da conta que a esposa de José Adalberto tem no Banco do Brasil. O banco tem 15 dias para entregar à justiça todos os extratos bancários e lançamentos a débito e a crédito. O dinheiro apreendido com José Adalberto no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, continua bloqueado pela Justiça.

José Adalberto foi preso no dia 8 de julho quando tentava embarcar para Fortaleza com uma bolsa contendo R$ 200 mil e mais US$ 100 mil na cueca. Por lei, não é permitido viajar com mais de R$ 10 mil sem declarar o porte do dinheiro à Receita Federal.

No dia seguinte, o deputado estadual cearense José Nobre Guimarães (PT) determinou a exoneração "imediata" de José Adalberto Vieira, então assessor parlamentar seu. No dia 12 de julho, o próprio deputado José Nobre, líder do PT na Assembléia Legislativa do Ceará, pediu seu desligamento da bancada do partido. Ele é irmão do ex-presidente do PT José Genoino.

Kennedy Moura Ramos, por sua vez, foi ouvido pela Polícia Federal pela suspeita de ter recebido um pedido de José Nobre para assumir ser o dono do dinheiro encontrado na mala e na cueca de José Adalberto Vieira da Silva. O deputado nega a versão.