O contrato de depósito interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2008, tradicionalmente o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), abriu projetando taxa de 12,35% ao ano, ante 12,36% ao ano de ontem. A expectativa é que hoje o mercado de juros deve ter um dia de recuperação, com queda das taxas futuras. A consolidação desse movimento, no entanto, deve acontecer após as 11h30, quando serão divulgados os dados de renda pessoal nos Estados Unidos e o número de pedidos de auxílio-desemprego, considerados importantes indicadores da economia norte-americana.

O comunicado que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) divulgou ontem, após decidir manter o juro inalterado em 5,25% ao ano, provocou uma reação inicial positiva nos mercados. A avaliação é que o Fed apontou para a manutenção do juro no curto prazo. Mas, hoje, os investidores voltaram a mostrar incertezas sobre qual o próximo passo do FOMC: subir ou cortar os Fed funds (juro básico) após esse período de estabilidade. Dessa forma, os indicadores sobre atividade e inflação nos EUA continuarão tendo o poder de provocar forte volatilidade nos mercados.

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom), por sua vez, não deve provocar ajustes expressivos nos contratos. O documento veio absolutamente em linha com as expectativas dos especialistas, formadas a partir do comunicado divulgado pelo Comitê na quarta-feira passada. Ou seja, indicou que há espaço para mais cortes de juros. Mas que, para isso, o Copom monitorará os efeitos do ciclo de alívio monetário já verificado sobre os indicadores de inflação e atividade econômica.