A Itália estaria disposta a liderar a missão de paz militar no Líbano, se as Nações Unidas assim quiserem, disse um líder da coalizão de governo encabeçada pelo primeiro-ministro Romano Prodi. "Se o quartel-general da ONU requisitar que nosso país lidere a missão, nosso país não recusará, embora não procuremos a posição", disse Piero Fassino, chefe do maior partido do governo Prodi, de acordo com o jornal Il Messaggero.

"O Oriente Médio está próximo de nós, e uma nação grande como a Itália não pode se furtar a seus deveres", disse Fassino, de acordo com o diário romano. "Não se pode apenar cobrar paz e segurança, é preciso construí-las".

Na sexta-feira, o governo Prodi havia anunciado o envio de tropas ao Líbano, mas se comprometer com um número. No entanto, Prodi e o chanceler Massimo D´Alema indicaram que poderiam enviar até 3.000 homens, o que faria dos italianos um dos maiores componentes do contingente internacional.

Uma resolução das Nações Unidas autorizou o envio de um contingente máximo de 15.000 soldados de forças de paz para ajudar as autoridades libanesas a assumir o controle do sul do país, dominado pela guerrilha do Hezbollah. Soldados israelenses devem deixar a área, sob os termos de um acordo de cessar-fogo que se segue a semanas de uma guerra entre Israel e a guerrilha.

A França, que comanda a força da ONU já presente no Líbano, conhecida como Unifil, frustrou a comunidade internacional ao avisar que só enviará mais 200 homens para a área. A Alemanha já afirmou que não mandará tropas.