Os investimentos estrangeiros diretos (IED) no País somaram, em novembro, US$ 2,668 bilhões, e acumularam, no ano, um saldo de US$ 16,296 bilhões. Segundo dados divulgados esta manhã pelo Banco Central, os investimentos diretos que entraram no País, de janeiro a novembro, correspondem a 1,92% do PIB (Produto Interno Bruto). No acumulado em 12 meses, os investimentos diretos somam US$ 17,702 bilhões, segundo o BC, o que equivale a 1,93% do PIB.

O total de IED de novembro superou o teto das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE-Projeções, que variavam de US$ 1,5 bilhão a US$ 2,3 bilhões.

Conta corrente

O superávit em conta corrente no mês passado foi de US$ 1,52 bilhão e atingiu US$ 13,182 bilhões no acumulado de janeiro a novembro, segundo os dados divulgados pelo BC. No acumulado dos últimos 12 meses, o superávit em conta corrente está em US$ 13 749 bilhões, o que equivale a 1,50% do PIB.

Projeções

O BC alterou as suas projeções para a balança comercial relativas ao ano de 2006. O saldo positivo estimado da balança passou de US$ 41 bilhões para US$ 44,5 bilhões. Segundo o BC, a revisão se deve ao aumento da estimativa das exportações, de US$ 132 bilhões para US$ 136,6 bilhões. A projeção para as importações subiu de US$ 91 bilhões para US$ 92,1 bilhões.

Para 2007, o BC aumentou também a previsão de superávit comercial, de US$ 30 bilhões para US$ 35 bilhões. As exportações em 2007 também serão maiores, segundo o BC, do que as inicialmente previstas, passando de US$ 140 bilhões para US$ 145 bilhões. A projeção para as importações em 2007 continua em US$ 110 bilhões.

O BC também elevou a projeção de superávit em conta corrente para este ano de US$ 11,9 bilhões para US$ 13,3 bilhões. Também foi elevada a previsão de superávit em conta corrente para 2007 de US$ 2,5 bilhões para US$ 4,5 bilhões.

A projeção de remessa de lucros e dividendos em 2006 também subiu, de US$ 14,2 bilhões para US$ 15,3 bilhões. Para 2007, a estimativa foi elevada de US$ 14,5 bilhões para US$ 15,2 bilhões.

Outra revisão foi feita ainda para os desembolsos de médio e longo prazo, cuja projeção subiu de R$ 40,6 bilhões para US$ 44 bilhões em 2006. Para o próximo ano, a estimativa de desembolsos subiu de US$ 17,1 bilhões para US$ 18,9 bilhões.