Rio de Janeiro – O número de contratações na indústria brasileira voltou a crescer em julho, na comparação com o mês anterior, quando uma queda de 0,1% interrompeu cinco meses de taxas positivas. O crescimento foi de 0,6%.

Em relação a julho do ano passado, o aumento foi de 2,0%, mantendo uma seqüência de treze taxas positivas. De janeiro a julho, o emprego na indústria subiu 1,5%.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a julho de 2006, o contingente de trabalhadores passou aumentou em 11 das 14 áreas pesquisadas, com destaque para São Paulo (2,9%), Rio Grande do Sul (2,4%) e Minas Gerais (1,9%).

Em São Paulo, os setores que mais contrataram foram os de máquinas e equipamentos (8,1%) e meios de transportes (6,3%). No Rio Grande do Sul, de produtos de metal (41,4%) e alimentos e bebidas (4,6%). Em Minas, novamente produtos de metal (15,7%) e meios de transporte (13,3%).

Em Pernambuco (-1,8%), Bahia (-1,1%) e Cera (-0,8%) o número de demissões superou o de contratações.

Sobre a folha de pagamento dos trabalhadores na indústria em julho, a pesquisa apontou aumento de 0,9% em relação a junho e de 5,5% na comparação com julho de 2006. Nesse último indicador, a maior contribuição veio de São Paulo (4,7%), por conta, principalmente do aumento salarial nos setores de meios de transporte (7,4%), produtos químicos (10,7%) e produtos de metal (5,8%).

De janeiro a julho, os trabalhadores da indústria tiveram um ganho real de 4,6% e, a principal contribuição também veio de São Paulo (3,4%), com os setores de produtos químicos (10,0%), meios de transporte (3,0%) e alimentos e bebidas (3,6%).