O vice-líder do governo na Câmara, Beto Albuquerque (PSB-RS), negou que tenha havido qualquer acordo entre o governo e os controladores de vôo, livrando-os de qualquer punição por conta do motim da última sexta-feira. "O presidente Lula não negociou absolutamente nada com os controladores", disse Albuquerque, logo depois de encerrada a reunião do Conselho Político do governo.

Segundo o deputado, o governo não aceita "amotinamento" nem tampouco negocia com amotinados. "Não haverá qualquer tipo de vacilo do governo com os controladores. Não podemos permitir no Brasil controladores descontrolados", acrescentou. O vice-líder explicou que o papel do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo na crise foi o de propor o encerramento do caos. "Não houve promessa alguma do presidente Lula, que nem se encontrava no Brasil naquele momento", insistiu.

Na mesma linha, o vice-líder Henrique Fontana (PT-RS) afirmou que o ministro Paulo Bernardo atuou para produzir uma "solução emergencial", evitando o confronto final com o presidente fora do País. "Foi apenas para não deixar o povo refém de uma situação", acrescentou, ao destacar que "agora temos nova circunstância, em que a questão tem que voltar a ser conduzida por quem de direito, que é a Aeronáutica.