Um grupo de seis empresas metalúrgicas de Curitiba e Região Metropolitana, todas da base local do Sindimetal (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado do Paraná) e que juntas somam cerca de mil trabalhadores, está participando da primeira experiência de aplicação do Programa Sesi/Senai de Redução de Acidentes de Trabalho (PRAT). Realizada por uma parceria entre o Sistema Fiep e o sindicato, essa primeira experiência deverá validar a metodologia do programa, que é considerada inovadora.

Trata-se de um método de diagnóstico e intervenção junto às indústrias, integrado e abrangente, que envolve engenheiros e médicos do trabalho, psicólogo e ergonomistas, além de profissionais de educação, lazer e gestão social. Os resultados da experiência junto às seis metalúrgicas serão conhecidos ainda neste segundo semestre. Depois, o programa será levado para outros setores.

Estatísticas do INSS indicam que no Brasil os números de acidentes de trabalho estão estáveis, porém em patamar muito alto: são cerca de 400 mil ocorrências por ano (com 2 mil a 3 mil mortes), abrangendo todos os setores e todos os tipos de acidentes e de doenças relacionadas ao trabalho. Só no Paraná são aproximadamente 30 mil casos todos os anos (com 300 mortes).

O objetivo é tornar o PRAT uma ferramenta para as empresas, capaz de romper essa barreira e reduzir os números relacionados a acidentes no ambiente de trabalho e nos trajetos dos trabalhadores entre casa/trabalho/casa.

?Estou convencido que os resultados do programa serão positivos?, afirma o presidente do Sindimetal, Roberto Karam. Segundo ele, a questão da segurança do trabalho é prioridade na sua entidade, já que o setor metalmecânico aparece com números altos nas estatísticas sobre acidentes de trabalho.

?As empresas da base local do Sindimetal são antigas e operam com equipamentos defasados tecnologicamente. A maior parte delas é de pequeno e médio porte, sem condições de simplesmente descartar o maquinário e substituí-lo por novos. O PRAT contém dispositivos para tornar esses equipamentos mais seguros, corrigir fatores de riscos de acidentes e trabalhar também a questão comportamental dos trabalhadores?, explica Karam.

A metodologia possui os seguintes componentes: monitoramento de indicadores (criação de um banco de dados para a empresa e o setor); estímulo da prática do comportamento seguro; desenvolvimento de proteção de máquinas típicas do setor, e consultoria periódica do projeto em todas as suas fases.