A administração do presidente George W. Bush rebaixou sua previsão de crescimento econômico e de inflação ao consumidor para 2006 e também indicou que o crescimento pode desacelerar ainda mais no próximo ano e que a inflação pode subir de forma marginal. "A previsão de crescimento econômico claramente reflete o fato de que a economia dos EUA está se moderando para níveis de crescimento mais sustentáveis, mercados de mão-de-obra mais firmes e taxas de inflação estáveis", disse o secretário do Tesouro, Henry Paulson, em nota. A Casa Branca espera que o PIB ajustado à inflação cresça 3,1% este ano, de uma expectativa de expansão de 3,6% que consta na projeção anterior, divulgada em julho. Em 2005, o PIB norte-americano registrou um crescimento de 3,5%.

A Casa Branca espera agora uma desaceleração adicional do crescimento do PIB para 2,9% no próximo ano, antes que a atividade econômica acelere ligeiramente nos próximos anos, para uma taxa em ou acima de 3% por ano até 2011, de acordo com as previsões revisadas. Para a inflação, a administração Bush reduziu sua previsão de alta do índice de preços ao consumidor geral (CPI) de 3% para 2,3% para este ano, comparado com a alta de 3% do indicador em 2005.

O presidente do Conselho de Consultores Econômicos da Casa Branca, Edward Lazear, disse que o dado de inflação tem sido "bom, não apenas o número cheio, mas também o do núcleo (que exclui os preços de alimentos e energia), ambos no nível de (preços) ao consumidor e produtor". A Casa Branca estima que o IPC vai subir 2,6% no próximo ano e permanecer na faixa entre 2 6% e 2,3% até 2011. A administração Bush espera que os mercados de mão-de-obra permaneçam no ritmo atual este ano, com o número de novas vagas crescendo na média de 135.300 vagas por mês. A taxa de desemprego é vista na média de 4,6% este ano, de uma taxa de 5,1% em 2005. As informações são da Dow Jones.